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8ª Cinedocumenta
O Vale do Aço no Mapa do Cinema Nacional
Certamente, somos um evento interiorano num país em que o cinema se restringe ao eixo Rio e São Paulo, mas realizamos um trabalho de divulgação de filmes que atrai realizadores de todos os estados brasileiros. Tivemos 115 inscrições, sinal definitivo de que a mostra se consolidou como um espaço de difusão do audiovisual brasileiro.
Estamos em nosso 8º ano consecutivo. Em meio a gigantescas dificuldades para financiamento, contamos com o apoio de parceiros fundamentais como a Secretaria de Estado da Cultura, da Usiminas e Cenibra que nos reconhecem enquanto mostra cinematográfica que não apenas dá vazão à produção de documentários. A Cinedocumenta, sobretudo neste ano, demonstrou aos seus apoiadores que além de ser um exemplo de resistência como uma das três mostras especializadas em documentários no Brasil é também espaço de formação de público, fomento e reflexão.
Ultrapassamos os limites do entretenimento também no sentido de ser um ponto de agregação da produção regional. Através das oficinas de cinema, reunimos jovens cineastas locais que aprendem os segredos da sétima arte com mestres como Luiz Carlos Lacerda e Joel Pizzini.
Um dos momentos mais ricos da mostra foi o encontro dos cineastas do Vale com Luciana Bezerra, diretora de um dos episódios de 5X Favela, Agora Por Nós Mesmos, Marcos Pimentel diretor premiadíssimo de Pólis, Tatiana Carvalho, diretora de Belo Horizonte e Ivana Bentes, renomada crítica de cinema. Neste dia, como em todas as edições, os estudantes de comunicação social, no Unileste, ou seja, o espaço acadêmico pode refletir com profundidade o fazer cinematográfico para fertilizar o processo criativo no Vale do Aço.
A própria presença da pesquisadora, crítica e doutora em Comunicação, Ivana Bentes por si só já é um sintoma de que a Cinedocumenta está entrando definitivamente para o mapa do cinema nacional. Ivana veio conferir as potencialidades regionais e gostou tanto a ponto de afirmar “por três vezes recusei o convite”. Agora estarei aqui sempre que me chamarem.
No momento em que o Brasil inteiro fala em política cultural descentralizada e fortalecimento da regionalização da cultura, diante do sucesso da Cinedocumenta reafirmamos de modo retumbante: o Vale do Aço é também o Vale do Cinema.
Sávio Tarso – Curador da 8ª Cinedocumenta
Éderson Caldas – Coordenador Geral da 8ª Cinedocumenta
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7ª Cinedocumenta
AQUI O CINEMA BRASILEIRO FALA
O fato de ser uma mostra no interior do Brasil e de contar com recursos modestíssimos não impediram que a 7ª Cinedocumenta fosse uma demonstração clara de que o Cinema Brasileiro continua pulsante. A despeito de uma indústria planetária e de um mercado de audiovisual cada vez mais injusto e perverso, a mostra de Ipatinga revelou que há diversos sinais de vida no Cinema Nacional.
É notório que há uma movimentação estética capaz de produzir diversidade de linguagem. Em vários festivais, essa riqueza é trocada pela moeda do sucesso como se tudo que se faz em artes tivesse que ter multidões de expectadores. O que seria dos gênios como Fernando Pessoa e Van Gogh se tal lógica prevalecesse na época em que produziram suas obras?
A Cinedocumenta não só se pautou em mostrar um panorama do documentário no país hoje, como também reuniu as mais diversas possibilidades desse gênero em nossas terras.
Outra sinalização de destaque foi o respeito aos filmes. Os realizadores reiteravam o elogio às projeções que superaram em muitas exibições de festivais dos grandes centros. Uma manifestação de respeito ao realizador independente de sua fama ou de seu suporte tecnológico de gravação.
Dignidade para os cineastas, diversidade para o público. Além dessas duas extraordinárias dádivas, a Cinedocumenta brilhou como uma centelha de esperança para um dos maiores problemas da sétima arte no Brasil. As mordaças mercadológicas, a apatia gerada pelo glamour das grandes produções vem tirando do Cinema Brasileiro sua principal característica: o diálogo fecundo e aberto.
Aqui, entre os abismos e montanhas de Minas, berço da conspiração e da liberdade, cineastas consagrados como Luiz Carlos Lacerda e novatas como Milena Sá puderam falar sem vírgulas ou reticências. Joel Pizzini desabafou: “nos grandes centros não podemos mais criticar abertamente os filmes sem constrangimentos como era feito nos anos 60”. As películas falam, mas os artistas estão mudos. Longe do mar e da metrópole, Ipatinga parece estar mais próxima do Brasil que deseja um Cinema Brasileiro. Pelo simples fato de poder usar a fala.
Sávio Tarso – Curador da 7ª Cinedocumenta
Éderson Caldas – Coordenador Geral da 7ª Cinedocumenta
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6ª Cinedocumenta
As origens da arte cinematográfica se confundem com o ímpeto científico e explorador do século XIX. Quanto mais insinuante se mostrava o interesse dos pesquisadores europeus pela cultura exótica dos povos africanos, latinos e asiáticos, mais útil parecia a fantástica máquina que recriava com sombra, luz e movimento, a vida dessas civilizações desconhecidas.
É desse modo que ciência e antropologia travam sua relação inicial. O cinematógrafo, é claro, surge para o antropólogo como a extensão do seu caderno de anotações, uma espécie de diário de campo filmado. Entretanto, a apropriação meramente instrumental da linguagem audiovisual no universo científico jamais deu conta de explicar essa imbricação. Esses dois universos, simbioses da arte e da pesquisa, tinham muito mais a intercambiar do que meras trocas de favores utilitários.
Vladimir Carvalho é um dos precursores do cinema documentário no Brasil. “Este cineasta e jornalista conviveu com artistas como Caetano Veloso, Glauber Rocha e Torquato Neto, e trabalhou com Eduardo Coutinho e Arnaldo Jabor. Por estas e outras razões o escolhemos para ser o homenageado da 6ª Cinedocumenta.
Em 2009 Vladimir retorna a Ipatinga para nos propiciar uma boa conversa após e sessão de O Evangelho Segundo Teotônio.
Nossa iniciativa justifica-se pelo ineditismo de oferecer, ao público de uma região afastada dos grandes centros, a possibilidade de assistir filmes de Jean Rouch.
A Mostra Cinedocumenta projetará a obra desse cineasta francês a estudantes de 1º, 2º e 3º graus e ao público em geral do Vale do Aço, no intuito de popularizar o cinema de arte e fomentar o debate entre realizadores locais, nacionais e internacionais.
A data do evento também tem um significado especial. 13 de maio, dia da abertura da 6ª Cinedocumenta é também dia da Abolição da Escravatura. Sobre a égide dessa problemática, o debate do Cinema X Antropologia vai perpassar pelo território da discussão de um dos assuntos mais centrais da brasilidade, ou seja, a herança e a dívida social que os trezentos anos de escravidão deixaram para a sociedade brasileira.
Temos o desejo de que as artes também signifiquem a máxima expressão da palavra LIBERDADE.
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5ª Cinedocumenta
Em sua quinta edição o projeto foi aprovado junto ao Governo de Minas Gerais com o objetivo de promover a exibição de filmes documentários; fomentar a criação de um público para o cinema documentário nacional e regional; incentivar os realizadores da região do Vale do Aço e do Leste Mineiro; oferecer oficinas na área de cinema e vídeo, bem como democratizar o acesso a um produturo cultural de vanguarda, isto é, o documentário brasileiro, para a população do Vale do Aço e da Região Leste de Minas Gerais.
Estiveram presentes na abertura o representante da Secretaria Estadual de Cultura e de fomento à produção audiovisual, o Sr Daniel Queiroz, os diretores Walter Carvalho, Marcos Freder, Brigitte Bentolila e Samantha Capideville.
Oficinas de Documentário com Pedro Martins e Direção de Fotografia com Fabián Boal.
A 5ª Cinedocumenta foi um passeio pela delicadeza da arte do olhar cinematográfico. Vladmir Carvalho, presente em edições anteriores, retornou com a exibição da sua mais recente obra “O Engenho de Zé Lins”, encerrando a programação da mostra em Ipatinga.
“A cada ano a Cinedocumenta vem ganhando mais fôlego, agregando mais pessoas e aumentando o seu público, se firmando como uma das boas opções do calendário de festivais de cinema do país”.
A mostra aconteceu de 23 a 30 de setembro, com exibição de uma série de filmes, selecionados cuidadosamente, e realização de oficinas de Fotografia e Documentário, além de debates e palestra com Walter Carvalho.
Durante a realização da Mostra atingimos a um público de 05 (cinco) mil pessoas.
O público presente às sessões exibidas foi composto por alunos de nível médio, superior e público em geral.
Foram mobilizadas escolas da região do ensino médio no sentido de levar seus alunos às exibições.
Nas exibições o público foi bem eclético. Identificamos cinéfilos, atores, estudantes, documentaristas.
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4ª CinedocumentaFICÇÃO&REALIDADE.
Com este tema a 4ª edição da Cinedocumenta exibiu filmes que têm a responsabilidade
de registrar o real, compreendendo assim uma enorme quantidade de dilemas morais e éticos.
Nesta edição, filmes como Cama de Gato, Quarta B, Do Luto à Luta, que mesclam a ficção com depoimentos reais, além de curtas que baseados em fatos reais, deixa claro um documentário com desejo
de ficção, e uma ficção com desejo de realidade.
O público apreciou a programação, que cumpriu com a missão que o cinema brasileiro
tem: a de revelar o país aos próprios brasileiros.
O papel do documentário é contar histórias para não nos esquecermos e também, é claro,
para celebrar o júbilo e a riqueza da vida especialmente aqui na América Latina. Veja as fotos. |
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3ª Cinedocumenta
O tema da terceira edição foi O VELHO CINEMA NOVO. Uma retrospectiva do cinema nacional partindo das figuras de Humberto Mauro a Glauber Rocha, de Linduarte Noronha a Evaldo Mocarzel, de Vladimir Carvalho a João Moreira Salles. A mostra revelou, através de um passeio no tempo, o esforço dos diretores de documentário que ao longo das décadas vem aguçando o interesse do público pelo documentário brasileiro.
A seleção de filmes da 3ª CINEDOCUMENTA refletiu o processo histórico do cinema brasileiro. Filmes recentemente lançados como PEÕES e ENTREATOS e uma sessão em clima de homenagem com trabalhos do mestre Humberto Mauro.
Tradição e transformação; rupturas e permanências; o velho e o novo do nosso cinema se encontraram aqui no Vale do Aço. Veja as fotos. |
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2ª Cinedocumenta
Há quatro décadas, os brasileiros mergulharam num dos mais nefastos períodos da História do País. Ipatinga, em 2004, também completou 40 anos de emancipação político-administrativa.
1964 foi o ano em que o sonho de liberdade e democracia no Brasil foram brutalmente interrompidos, mas nem por isso o cinema brasileiro deixou de apontar suas lentes para nossas mazelas sociais.
Quem esteve na 2ª edição da CINEDOCUMENTA conferiu uma seleção de filmes que tratavam da luta política contra o Golpe de 1964, especialmente, Glauber Labirinto do Brasil, de Silvio Tendler, uma biografia de Glauber Rocha, a maior expressão do Cinema Novo. Veja as fotos. |
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